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Work In Chem: Outubro

Marise Afonso

Lic.Química Industrial e Gestão | MSc. Materiais derivados de recursos renováveis | Cargo numa empresa de biocombustíveis

Já conhecia a UA pelo seu rigor e excelência uma vez que os meus irmãos tinham lá estudado. Foi uma escolha natural para mim. Acho que escolhi primeiro a Universidade e só depois o curso. Em 2001 entrei para a licenciatura em química industrial e gestão, tendo ainda tirado um mestrado em materiais derivados de recursos renováveis, ambos do departamento de química. Lá tive um primeiro contacto com a investigação científica, na temática dos biocombustíveis.

Inicialmente não foi fácil arranjar trabalho na minha área, pois terminei o mestrado quando o país atravessava uma grande crise económica. Não desisti, e acabou por surgir a oportunidade de trabalhar numa empresa produtora de biocombustíveis, que também atuava na gestão de resíduos, poucos anos após terminar os meus estudos.

Bem… não posso dizer que alguma vez tenha terminado os meus estudos, pois sempre continuei a tirar formações, muitas delas que nada tinham a ver com a minha formação de base, mas que podem fazer, e fizeram, toda a diferença num mercado de trabalho que muitas vezes exige funcionários polivalentes, que consigam fazer a ponte com os vários departamentos de uma empresa. Após vários anos a trabalhar nessa empresa não me sentia verdadeiramente feliz profissionalmente e decidi arriscar. Abracei um novo projeto completamente fora da minha zona de conforto, desta vez relacionado com a agricultura, no Instituto Nacional de Estatística, onde estou muito feliz. Não me esqueci da química, aliás, sonho no futuro juntar profissionalmente estas duas áreas, a química e a agricultura.

Da Universidade de Aveiro recordo anos fantásticos, colegas incríveis e professores que tinham verdadeiro prazer em ensinar.

O meu conselho é que acreditem em vocês e na qualidade dos conhecimentos que adquiriram. Arrisquem quando o coração o manda fazer, nunca se acomodem. E acima de tudo nunca deixem de aprender, não me refiro só no que diz respeito a cursos e formações, mas com tudo e todos que vos rodeiam. A vossa grande aprendizagem começa agora!

Marise Afonso

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Work In Chem: Agosto

João Neto

Lic. Bioquímica | MSc. Biotecnologia Industrial e Ambiental | Estágio no Netherlands Cancer Institute

O meu percurso académico começou em Setembro de 2010, quando ingressei na licenciatura em Bioquímica da UA. Sempre vivi a vida académica ao máximo sem nunca ter um plano futuro muito definido. E em 2013, quando tive de escolher um mestrado, apenas me perguntei “Qual é o curso que me dará mais oportunidades de emprego?” e na altura pensei que Biotecnologia Ambiental e Industrial era uma boa opção. Ingressei nesse mestrado mas rapidamente me apercebi que era “mais do mesmo” e na altura cheguei mesmo a pensar “não me vejo a fazer isto para o resto da minha vida”. Foi também nessa altura que decidi que queria ter uma experiência fora de Portugal e a partir desse momento investi forte em procurar um estágio de mestrado de excelência fora de Portugal. Não me interessava muito em quê, desde que fosse um laboratório de topo, que em ciência (para melhor ou para pior) se mede pelo fator de impacto das publicações científicas. Como tal, o que fiz foi, primeiro, selecionar os institutos mais bem cotados na Europa, e depois, selecionar os investigadores principais (PIs) desses institutos que nos últimos 5 anos tinham tido mais do que uma publicação nas revistas Science, Nature ou Cell. Enviei dezenas de emails, a maior parte sem resposta claro, mas alguns responderam, e acabei por decidir fazer o estágio no Netherlands Cancer Institute em Amesterdão. Quando lá cheguei foi um choque. O nível de investigação, de conhecimento, dos equipamentos, etc eram tão altos que eu no meio daquilo tudo senti-me muito “pequeno”. Por outro lado pensei “Isto é uma oportunidade única que acontece uma vez na vida e não a vou desperdiçar”. E foi isso que fiz, ao longo desse ano o meu único foco foi aprender o máximo possível. Pela primeira vez na minha vida académica a vida social passou para último plano. Ao longo desse ano, para além de tudo o que aprendi, aconteceu algo que não esperava. Apaixonei-me pela investigação em oncologia e decidi que “É isto que quero fazer para o resto da minha vida”. No início do estágio nunca tinha sequer tido uma cadeira de oncologia, não pensava sequer que investigação seria o meu futuro e muito menos pensava em fazer um doutoramento. Mas a vida trocou-me as voltas, e acabei o estágio com a certeza que isso seria o meu futuro e com várias ofertas de doutoramento em institutos de topo na Holanda, Bélgica e Reino Unido. Acabei por decidir continuar no laboratório onde fiz o estágio de mestrado pois já estava integrado na comunidade do instituto e tinha vários projetos promissores de investigação. Cinco anos depois, estou a escrever a minha tese de doutoramento. Tenho um artigo publicado na revista Nature Communications e mais 2 em revisão em revistas igualmente bem cotadas. Não sei o que o futuro me trará mas os meus objectivos são muito claros: continuar a fazer investigação em laboratórios de topo para, um dia, ter o meu próprio laboratório e linhas de investigação.

Estou muito agradecido à Universidade de Aveiro pois proporcionou-me 4 anos anos excelentes de vida académica e deu-me as ferramentas necessárias para construir o meu futuro.

Se há um conselho que vos posso dar é o seguinte. A UA (ou qualquer outra Universidade) vai-vos dar as ferramentas necessárias para vocês construírem a vossa carreira. Estas ferramentas são essenciais, mas não fiquem sentados no sofá agarrados às ferramentas, pois ter muitas ferramentas não serve de nada se não as usarem. É com a prática que se aprende. Eu aprendi mais num ano de trabalho do que em quatro anos de universidade. E será exatamente assim para todos vocês. Não tenham medo de escrever um email. Escrevam-no e mostrem (ou finjam) o quão entusiasmados estão por poder fazer um estágio (ou doutoramento ou whatever) no local xx, porque yy… A motivação é o fator mais importante para alguém vos contratar. Dá trabalho, sim dá, pois têm de se informar sobre tudo o que o laboratório (ou empresa, etc) fez nos últimos anos, o que vocês gostam desse projeto e o porquê. Mas sem trabalho ninguém vai a lado nenhum…

Boa sorte para todos!

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Work in Chem: Fevereiro

Maria João vieira

Lic. Bioquímica | MSc. Bioquímica ( Métodos Biomoleculares) | Técnica de investigação clínica na Inovapotek

Em setembro de 2014 ingressei na UA como aluna de Bioquímica. Após 4 anos de estudo, decidi que estava na altura de alargar horizontes e acabei por fazer a tese num instituto no porto. Finalizei o mestrado em julho de 2019 e estava pronta para iniciar um novo desafio! Tive algumas propostas de trabalho, embora nenhuma me agradasse. Em dezembro de 2019 surgiu a minha oportunidade de ingressar no mundo do trabalho como Técnica de investigação clínica pela Inovapotek. Desde então, tenho aprendido imenso e sinto que estou a crescer aos poucos como profissional! Aconselho a todos um percurso versátil e ambicioso. Desafiar-nos a nós próprios, sair da zona de conforto e superar-nos não é nada fácil, mas é o que nos faz verdadeiramente crescer! Procurem sempre saber mais, conhecer mais e verão que o sucesso não tarda a bater-vos à porta!

Muita sorte para todos!

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Work in Chem: Março

Carla Martins

Lic. Bioquímica | MSc. Biotecnologia Alimentar | Técnica de Controlo, Qualidade e Armazém na EPA

Em Setembro de 2012, comecei o meu percurso nesta academia. Ingressei no curso de Bioquímica, com uma ideia muito vincada do que queria seguir, investigação na área da saúde. 3 anos passaram e tudo mudou, a UA deu-me a conhecer a paixão pela química dos alimentos e decidi aventurar-me pela Biotecnologia Alimentar. A escolha pela Biotecnologia acabou por ser no sentido de me aproximar da indústria. Em 2017, terminei este meu percurso académico e parti para uma nova aventura ou o que melhor chamamos: E agora? 

O agora não foi fácil e muito menos o que queria. Saímos assim meio que lançados ao mercado de trabalho numa procura que, por vezes, pode ser dececionante. Após o término do curso, decidi abrandar, parar para pensar, será que faz sentido investir mais na minha informação? Será que estou pronta para o mercado de trabalho? 

Eis que, pelo caminho, decidi fazer um part-time e, após um ano, surgiu a minha oportunidade na área alimentar, como Técnica de Controlo, Qualidade e Armazém. Claro que, pelo meio, vão algumas entrevistas, mas tudo nos ajuda a chegar onde estamos. Saí de casa mais uma vez, voltei novamente a esta cidade que tão bem me acolheu, arrisquei como um tiro no escuro, mas com a certeza de que os sonhos são para se seguir e que tudo nos levará ao sucesso se depositarmos esforço e trabalho. 

Quando saímos, somos jovens, temos tudo para arriscar, não esperem, vão à luta. O melhor está sempre para vir!

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Work in Chem: Abril

Ana Celina

Lic.Biotecnologia | MSc. Biotecnologia Alimentar | Responsável de Mercado no programa Growing2Gether da Auchan Retail Portugal

Comecei o meu percurso em Aveiro em 2013, quando fui colocada na licenciatura de Biotecnologia. Como muitos outros, não sabia bem que o queria seguir, mas gostava de biologia, saúde, química e de matemática e este curso tinha uma mistura de tudo um pouco. A minha ideia era prosseguir estudos de modo a fazer mestrado em Biomedicina e fazer investigação ligada à saúde. Ao longo do curso essa ideia mudou drasticamente e decidi que preferia o mundo dos alimentos. Assim, ingressei no mestrado também em Biotecnologia, mas no ramo alimentar, de modo a aproximar-me mais da indústria. Fiz uma tese baseada no Processamento por Alta Pressão de um produto à base de fruta e, no final da tese, decidi que precisava de explorar áreas diferentes, fora do laboratório e da ciência, mas ligada à área alimentar. Fui ao Pitch Bootcamp e acabei por conhecer várias empresas. Na sequência deste evento, entrei para o mundo do retalho alimentar em 2019. Ingressei no programa Growing2Gether da Auchan Retail Portugal e sou atualmente Responsável de Mercado de produtos de Mercearia Alimentar e Avulso. Quando me perguntam o que é que Biotecnologia tem a ver com gestão, a resposta imediata é nada. Mas, na verdade, sendo que tirei o mestrado no ramo alimentar e que temos cadeiras de matemática, de gestão, de raciocínio, o curso deu-me uma grande bagagem de conhecimento da indústria alimentar, dos produtos, e deixou as bases para as ferramentas de gestão que depois nos ensinam nas empresas.

Posto isto, não se preocupem se a dada altura acharem que estão perdidos, que não sabem se estão no curso que querem ou que deviam. É normal. Mas Biotecnologia é um curso muito versátil e que nos dá bases em muitas áreas. Por agora estou mais afastada da ciência e mais ligada à gestão. Mas nunca sabemos o que o futuro nos reserva. Explorem áreas diferentes, conheçam pessoas com diferentes percursos e, sobretudo, não tenham medo de arriscar! O mercado de trabalho está à vossa espera!

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Work in Chem: Maio

Joshua Anjos

Lic. Biotecnologia | MSc. Biotecnologia Alimentar | Cientista de Biosseparação na Biotrend.S.A.

O meu percurso académico teve início na Universidade de Aveiro em 2013, onde ingressei na Licenciatura em Biotecnologia. Ao longo desta, adquiri um enorme gosto pelas áreas industrial e também alimentar, o que me levou no mestrado a seguir o ramo da Biotecnologia Alimentar. No último ano, optei por realizar a minha tese em ambiente académico, pois houve a possibilidade de iniciar e desenvolver um trabalho de investigação à volta de um alimento fermentado, o que me permitiu aprofundar conhecimentos nas áreas da biotecnologia que mais me cativavam.

Concluí o meu mestrado em novembro de 2019, altura em que surgiu a oportunidade de trabalhar na Biotrend S.A., uma empresa de investigação especializada em biotecnologia industrial, sediada no Biocant Park, que presta serviços ao nível do desenvolvimento, otimização e scale-up de bioprocessos. Desde então, desempenho funções nesta empresa como Cientista de Biosseparação, trabalhando na extração e purificação de bioplásticos.

Poderá não parecer, mas uma formação em Biotecnologia dá-vos um vasto leque de opções profissionais, já que permite ganhar e consolidar bases em diversas áreas científicas, de engenharia e até mesmo de gestão, que depois poderão desenvolver e aprofundar já em ambiente empresarial ou académico. Invistam também na vossa formação extracurricular e desenvolvimento pessoal, arrisquem e nunca se conformem!

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Work In Chem: Junho

Joana Flores

Lic.Bioquímica | MSc. Bioquímica (UNova) | Membro I&D Galénico na Labialfarma

Sou bioquímica e, desde que terminei os estudos, sou membro do I&D Galénico na Labialfarma. O meu trabalho é o desenvolvimento e reformulação de produtos, principalmente cosméticos, procurando aliar a estabilidade (evitar incompatibilidade entre matérias primas, oxidação de componentes e a contaminação microbiológica) ao aspeto sensorial (cor, fragrância, textura).

A licenciatura em bioquímica ensinou-me a saber pesquisar e a ter capacidade de aprender qualquer coisa que precisasse ou quisesse. Foi na UA que aperfeiçoei as capacidades de adaptação e de resolução de problemas. Mais tarde, no mestrado na NOVA, melhorei as minhas capacidades de gestão de tempo e decidi-me pelo mundo da indústria.

O meu conselho é que descubram aquilo que gostam e que se agarrem a isso. A licenciatura em bioquímica abre portas para diversos mestrados e ensina-vos a adaptarem-se a tudo. As competências sociais merecem ser desenvolvidas: além de enriquecedoras, são muito valiosas para os desafios no mundo do trabalho.

Nunca esqueçam, o sentido da vida é 5’ -> 3’.

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Work In Chem: Julho

Alfredo Macedo

Lic.Biotecnologia | MSc. Biotecnologia Industrial e Ambiental | Especialista Químico de Fermentações na CIPAN

Em 2014 decidi candidatar-me à licenciatura em Biotecnologia da Universidade de Aveiro com a vontade de seguir o meu gosto por processos industriais de fermentação.  Terminada a licenciatura estava na altura de progredir para o mestrado, onde acabei por propor um tema de tese mais direcionado para a engenharia biológica. Após esta, tive a oportunidade de ingressar numa carreira académica, que sem dúvida seria o caminho mais cômodo. No entanto, sentia que não era o percurso mais indicado para mim, chegando-me mesmo a considerar ineficiente neste. Assim, decidi arriscar por uma carreira na indústria.

Não tardei a ser chamado para a minha atual posição de Especialista Químico de Fermentações na CIPAN, uma empresa com uma grande experiência na produção de antibióticos e com uma das maiores unidades de fermentação a nível da Europa. Para além de ser um local de trabalho onde sempre me imaginei, a grande necessidade de trabalho em equipa e a sua respetiva gestão têm contribuído imenso para o meu crescimento, tanto a nível profissional como pessoal. Além disso tem sido um constante desafio às minhas capacidades, nomeadamente de liderança. O meu conselho: não tenham medo de arriscar e sair da zona de conforto, fora da Universidade há um mundo de oportunidades para explorar e certamente irão descobrir algo que vos defina. 

Votos de sucesso no vosso percurso vindouro!