Químicos pelo mundo – Catarina Malta (França)

 

Nome: Catarina Félix Malta

Curso: Mestrado em Bioquímica

Ano: 1º ano

Local de ERASMUS: Nancy, França

Universidade: Faculté des Sciences et Technologies e Faculté de Medicine

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 Qual foi a primeira foto que tiraste em ERASMUS?

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– Em que é que pensaste quando estavas no avião?

Fiz a viagem com o meu pai por isso comecei a pensar que, dentro de dias, ele se iria embora e estaria completamente sozinha, numa cidade onde nunca estive e a falar uma língua completamente nova. Comecei a pensar nos hábitos dos franceses, em como seria a comida, as horas de dormir e como seriam as pessoas na minha residência.  Mas estava pronta para a aventura!

                – Porque escolheste esse país? E essa cidade?

Não escolhi exactamente a cidade, escolhi o país e Nancy era a única opção em França. Dado que em Portugal, infelizmente, os bioquímicos não tem muita saída profissional, queria fazer Erasmus num país que me oferecesse algo, talvez uma oportunidade no futuro. França é um dos países mais avançados na área da bioquímica, tanto em farmacologia como cosmética, e não queria fazer um Erasmus para ir para festas. Queria um Erasmus diferente, que preenchesse o meu currículo.

                – Do que sentiste mais falta na tua nova universidade em comparação com o nosso DQ?

As pessoas, sem dúvida! Quando cheguei à minha nova universidade e à minha nova turma, durante um mês ninguém falou comigo. As pessoas têm muita dificuldade de comunicação, são muito reservadas e não dão confiança, enquanto que no nosso DQ todos nos conhecemos e não passamos uma hora de almoço sozinhos.

                – Provaste algum prato típico da cidade onde estiveste?

Quiche Lorraine; para não falar no queijo e croissants everywhere.

                – Do que é que tiveste mais saudades de Aveiro?

O mar. Como sou de uma cidade à beira mar e como Aveiro tem os seus canais da ria por toda a cidade, foi uma coisa que me custou bastante não ver todos os dias. É algo que me transmite muita serenidade.

              – Em geral como foi a tua experiência? Fizeste um estágio num laboratório. Foi por iniciativa própria? O que fizeste e como correu?

Falando numa visão muito geral, não foi nada boa. Tive uma experiência de Erasmus muito diferente do normal, talvez porque também fui para uma cidade totalmente diferente do que é expectável. Cheguei a Nancy com um mês de atraso, pois as aulas começavam a 5 Janeiro. Tive muitas dificuldades de adaptação pois os meus colegas eram muito reservados e as aulas eram leccionadas em francês (muito acelerado). Embora, em Aveiro, só tivesse 4 disciplinas para fazer, devido ao número de ECTS, estive a fazer 11 módulos em França, o que me deixava com pouco tempo para conviver com outros alunos Erasmus e conhecer outras cidades. Tive a oportunidade de escolher algumas disciplinas opcionais, de onde escolhi fazer um estágio no Laboratório “Ingénierie Moléculaire et Physiopathologie Articulaire”, onde trabalhei na área da enzimologia. Estudei qual a função de certas enzimas no metabolismo catalítico da 3-mercaptopiruvato sulfurtransferase na E.coli; produzi e purifiquei certas mutações criadas nestas mesmas enzimas para determinar os seus parâmetros cinéticos. No fim do estágio, surgiu a oportunidade de apresentar um poster e fazer disto o meu projeto final de licenciatura. O estágio foi totalmente diferente das aulas, as pessoas com quem tive a oportunidade de trabalhar eram impecáveis e mostraram-se sempre disponíveis para me ajudar ou para me tirar dúvidas.

                – Uma mensagem a quem não tem coragem de ir de ERASMUS:

É uma óptima oportunidade para conhecermos pessoas diferentes, com uma mentalidade e estilo de vida completamente diferentes dos nossos e aprender com elas. É também uma oportunidade para arriscar, para provar comida diferente sem medos, para visitar países com mais de 50 pessoas todas a falar línguas distintas. Fazemos amizades para sempre, pois todos temos os mesmos receios. Vamos sozinhos, mas apoiamo-nos e aprendemos a contar uns com os outros.

                – Uma mensagem a alguém especial de Aveiro:

Não tenho uma mensagem para alguém em específico, mas sim para todos os alunos do DQ. Temos um ambiente óptimo, tanto com os nossos colegas como com os professores. Temos que agarrar a oportunidade que temos de estudar na UA com unhas e dentes e só quando fui para fora, é que me apercebi da falta do excelente ambiente que temos. É uma universidade incrível e só temos que aproveitar tudo o que ela nos dá, participar nos eventos e envolvermo-nos ao máximo na vida académica.

Algumas fotos

Nancy:

N1

N2

N3

Mont Saint Michel:

M1

Bruxelas:

b3

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b1

Nantes:

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Rennes:

rennes

Catarina Malta